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Atualizado em: 05/04/2010

HOSPITAIS  

Hospitais privados ampliam rede em SP

 

Número de leitos nas quase 20 instituições vai subir de 3.000 para cerca de 5.300; gastos são em torno de R$ 3,4 bilhões. Obras na capital paulista também darão incremento em unidades de centros cirúrgicos, centrais de exames e consultórios.

Os grandes hospitais privados de São Paulo se transformaram em canteiros de obras. Num movimento sem precedentes, praticamente todos os complexos hospitalares estão ganhando novas torres. Na Bela Vista, um flat está em reforma para abrigar o centro de especialidades do hospital Nove de Julho. No Paraíso, está se erguendo um arranha-céus de 24 andares, a nova torre do hospital Oswaldo Cruz.

No total, quase duas dezenas de hospitais estão ou recentemente estiveram em obras. Quando tudo estiver pronto -até 2012-, seus 3.000 leitos de internação terão saltado para aproximadamente 5.300. As obras darão a São Paulo um considerável incremento em centros cirúrgicos, consultórios e centros de exames. A cidade reforçará sua posição de referência nacional em saúde. Os hospitais estimam os gastos em algo em torno de R$ 3,4 bilhões, parte financiada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O aporte do banco estatal varia de 20% a 80%.

O crescimento tem várias explicações. A população está cada vez mais velha. Em 1991, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de 67 anos. Em 2006, de 72,3 anos. Devido ao aumento da procura, os hospitais têm trabalhado no limite de sua capacidade. É difícil encontrar um centro cirúrgico vazio num dia de semana pela manhã. No auge da epidemia de gripe suína, no ano passado, a espera nos prontos-socorros se arrastava por horas.

Os planos de saúde estão crescendo. E isso é particularmente notório na cidade de São Paulo, onde mais de metade dos moradores tem convênio. O avanço da tecnologia também contribui. Exemplo: um aparelho de tomografia computadorizada, além de não eliminar o velho raio-X, ocupa uma sala inteira. É preciso buscar novos espaços. Por outro lado, esses novos equipamentos acabam atraindo pessoas que de outra maneira não iriam ao hospital. "Antes, o paciente com câncer ia para o hospital porque ia morrer”.

Hoje vai para se prevenir, fazer detecção precoce e se tratar. Há 25 anos, o paciente procurava o oftalmologista para mudar de óculos. “Hoje também vai para se livrar dos óculos", diz Claudio Lottenberg, do Albert Einstein. Outra razão para a expansão é o crescimento da cidade. "A pessoa não quer cruzar a cidade, atravessar a marginal nem ficar no trânsito. Na lógica do mercado, o hospital precisa ficar mais próximo do consumidor", explica Ana Maria Malik, coordenadora do GV Saúde, da Fundação Getúlio Vargas.

É por isso que o Sírio-Libanês, na Bela Vista, inaugurará neste ano filial no Itaim Bibi. E o Albert Einstein, no Morumbi, uma unidade no outro lado do rio Pinheiros, em Perdizes. Para especialistas, esse crescimento impacta positivamente também na rede pública. Segundo José Manoel de Camargo Teixeira, superintendente do HC, há pessoas que, mesmo pagando planos privados, utilizam o SUS. "Na medida em que a rede privada ajusta suas instalações e incorpora tecnologia para atender à exigência do mercado que se abre, os leitos públicos de hospitais como o Hospital das Clínicas se tornam praticamente exclusivos dos pacientes do SUS."

Referência: Folha de São Paulo – Autor: Ricardo Westin – 05.04.2010

 

 

Hospital São Camilo Pompeia conquista Certificação Internacional

 

O Hospital e Maternidade São Camilo Pompeia acaba de conquistar a Certificação Internacional Canadense, processo realizado pela Accreditation Canada, em parceria com o Instituto Qualisa de Gestão (IQG) no Brasil.

Criado em 1958 no Canadá, o programa possui um dos mais rigorosos certificados de qualidade para hospitais em todo o mundo, adotado como modelo de gestão para saúde em diversos países. Segundo Dr. Rubens José Covello, superintendente e CEO do IQG, o Accreditation Canada é o melhor programa de acreditação do mundo.

Quinto hospital acreditado internacionalmente em todo o Brasil e segundo na cidade de São Paulo, nos moldes canadenses, a Unidade Pompeia passou pela visita dos auditores no final de fevereiro. Após avaliar todo o fluxo interno do paciente dentro da Instituição, entrevistar colaboradores, times e pacientes, os avaliadores canadenses chegaram à conclusão de que o hospital mantém um forte compromisso com a excelência, bem estar e segurança dos pacientes, qualidade dos processos e comunidade e com a tradição da Igreja Católica, mantida pelos camilianos dentro do hospital.

“Raros hospitais praticam a medicina que têm por aqui. A gestão é fantástica. São as instituições canadenses que precisam vir ao Brasil para aprender com o São Camilo”, ressalta Dr. Covello.

O auditor e médico canadense, Dr. James Robblee, destacou como principais diferenciais do hospital a divulgação  de resultados de indicadores assistenciais para colaboradores e pacientes, o trabalho realizado na UTI e a aplicação de diretrizes, como o protocolo de Cateter Venoso Central (CVC). “Durante o tempo em que esteve inscrito no processo da Acreditação Canadense, o hospital conseguiu criar ações inéditas, que hoje podem servir de exemplo de melhores práticas para aplicação em outros hospitais, o chamado benchmark”.

Segundo Dr. Jair Cremonin Jr., diretor médico da Unidade, foi por meio de metodologias como protocolos, grupos de gerenciamento de indicadores e políticas de diretrizes de segurança do paciente que a Instituição conseguiu ter um melhor controle de suas atividades e garantir efetivamente uma assistência de qualidade. “Esta é a importância desta certificação, garantir aos nossos pacientes um hospital mais seguro”.

Além de todos os aspectos técnicos mencionados pelos auditores, a preparação para esta certificação exigiu também um trabalho em equipe e engajamento de todos os envolvidos, uma vez que a metodologia canadense pressupõe a formação de times de trabalho, formados por diferentes categorias profissionais, de diferentes áreas. De acordo com a Enfermeira Tânia Barison, diretora de Enfermagem da Unidade Pompeia, este trabalho em times fez com que todos os colaboradores trabalhassem focados num único objetivo, que é a segurança na assistência ao paciente. “Tivemos a oportunidade de melhorar os nossos processos, rever e implantar protocolos e bundles, aplicar melhores práticas assistenciais com padrão internacional e, muito embora saibamos que há muitas coisas ainda a serem feitas e melhoradas, a certificação canadense permitiu constatarmos que estamos no caminho certo, é só seguir adiante”.

Para Emanuel Toscano, diretor administrativo da Unidade, esta conquista representa o esforço de um time que lutou e superou todas as dificuldades. “O mais valioso deste processo é saber que, produzindo um serviço de qualidade internacional, comprometido e engajado com a segurança do paciente, iremos salvar ainda mais vidas e reduzir o sofrimento dos pacientes e familiares que buscam nossos serviços. Não podemos esquecer que este é o nosso principal objetivo”.

Referência: Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia (São Paulo, SP) – 05.04.2010

 

 

Expansão a vista

 

Referência em várias especialidades, o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, adotou o conceito de Centros de Excelência, que agregam atendimento especializado e tecnologia de ponta, além de proporcionarem satisfação aos clientes por meio da eficiência no diagnóstico, com foco nas patologias e com uma visão integrada de tratamento.

O Centro de Oncologia é um dos exemplos do hospital que reúne especialistas de grande renome no País e oferece desde o diagnóstico até tratamentos como a radioterapia e radiocirurgia. Também proporciona suporte nutricional, psicológico e odontológico para os pacientes, sem deixar de lado o apoio humano.

Além do Centro de Oncologia, as demais áreas atendidas por este modelo são: Tórax, Infectologia, Mastologia, Cardiologia, Dor, Parkinson e Distúrbios do Movimento e Nefrologia.

"O crescimento da demanda por nossos serviços está sendo superior a nossa capacidade instalada. Temos que crescer rapidamente e por isso lançamos uma mudança estratégica que levará o atendimento oncológico, entre outros, para mais perto dos pacientes", relata o superintendente de Estratégia Corporativa do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, ao comentar a instalação de um novo prédio no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.

A nova unidade ocupará 4,3 mil m2 em um prédio dedicado a área da saúde, onde oferecerá serviços de baixa e média complexidade e ambulatoriais como, por exemplo, endoscopia, reprodução humana e hospital-dia.

Com um investimento de R$ 35 milhões, o projeto executivo está em fase de finalização enquanto as obras de adaptação já começam a ser planejadas. "Nossa expectativa é que os oito andares da unidade Itaim sejam inaugurados em julho deste ano", afirma.

No mesmo ritmo estão as obras de instalação do centro cirúrgico, localizado no prédio central do hospital. Atualmente é realizada cerca de 45 cirurgias por dia e a estimativa é que com a ampliação do centro esse número salte para 65. "Temos 12 salas e a meta é ter 19 até o final do primeiro semestre de 2010. Outro benefício será a integração dessas salas com uma enfermaria de hospital-dia", conta.

Segundo Chapchap, o ritmo de crescimento do Sírio-Libanês será estendido até 2012 e contará com recursos de R$ 600 milhões na ampliação de sua planta atual, que prevê novas instalações e a construção de outras três torres.

Recentemente o hospital inaugurou o novo espaço de seu Pronto Atendimento (PA). A área interna recebeu investimentos de R$ 9 milhões para ter seus leitos triplicados. Diariamente o PA do Sírio-Libanês atende cerca de 150 pessoas, com a ampliação a capacidade de atendimento sobe para 450 pacientes/dia. "Além de ampliar, nós passamos a atender de forma humanizada: o paciente entra em um box e fica monitorado, protegido na sua privacidade."

A humanização também faz parte da 'UTI do Futuro", de acordo com Chapchap. Inaugurada no final de 2009, a Unidade de Terapia Intensiva do Sírio-Libanês faz parte do projeto de ampliação do hospital que, até o final deste ano, contará com 82 novos leitos.

A área de pesquisa não fica atrás. Serão investidos R$ 15,3 milhões, sendo R$ 5 milhões direto do Sírio e R$ 10 milhões da filantropia. De acordo com o executivo, o hospital terá novidades em estudos de novas moléculas para tratamento de câncer; em patentes para endoscópico cirúrgico, robótica e desenvolvimento do Núcleo de Pesquisa em Células-Tronco, entre outros. "Você não tem excelência se não tiver ensino e pesquisa. Chamamos isso de estímulo acadêmico para manter todos os profissionais na fronteira do novo conhecimento. O médico tem interesse em se desenvolver para trabalhar com conforto e atuar como docente".

Acreditado internacionalmente pela Joint Comission International (JCI), o Hospital Sírio-Libanês se reúne regularmente com outras instituições de excelência para discutir projetos que podem ser desenvolvidos juntos para buscar melhores resultados. A incorporação de novas tecnologias médicas nos hospitais é um dos temas que, segundo Chapchap, precisa ser discutido. "O que acontece é que a incorporação dessas tecnologias depende mais da falta de formar gente do que a falta de dinheiro. Embora São Paulo seja bem provido de tecnologia médica, essa não é a realidade no Brasil todo", diz o executivo ao citar que o País tem parque tecnológico de radioterapia atrasado. "Isso é um desafio grande para o Inca."

O Sírio-Libanês recém adquiriu dois aparelhos de radioterapia, um de radiologia intervencionista, além de um PET-CT e uma ressonância magnética. A próxima aquisição do hospital será um tomógrafo. No total foram destinados R$ 100 milhões para a compra de novos equipamentos.

Integração com o SUS e responsabilidade social O fato de o ano de 2010 ser eleitoral é apenas um detalhe para o Hospital Sírio-Libanês, que planeja dar continuidade nos seus projetos independente das mudanças no governo. Protegido pelas regulações destinadas exclusivamente para os hospitais de excelência, a instituição filantrópica acredita que nem mesmo o projeto em parceria com o Ministério da Saúde deve ser afetado.

Em 2008, o hospital assinou um contrato com o ministro José Gomes Temporão onde se prontificou a converter o benefício fiscal propiciado pelo governo federal em projetos de avaliação e incorporação de tecnologias, capacitação de recursos humanos, pesquisas de interesse público e desenvolvimento da gestão em serviços de saúde, em prol do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Os programas do Mais Gestão não são de cunho político e sim técnico", confirma o superintendente de Estratégia Corporativa do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap.

Em conjunto com os hospitais paulistas Oswaldo Cruz, Samaritano, Albert Einstein e o Hospital do Coração (HCor), além do Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), o Sírio-Libanês deve investir nos próximos três anos cerca de R$ 158,3 milhões nos programas desenvolvidos pelo Ministério da Saúde como, por exemplo, na reestruturação e qualificação da gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro. A ideia é diagnosticar o que pode ser melhorado e transferir conhecimento por meio de consultoria externas. "Esse projeto está em fase de diagnóstico, partindo para um plano de ação e prometendo bons frutos num período breve."

O projeto deve durar em média dois anos e consumir R$ 400 milhões na capacitação de pessoal, infraestrutura e equipamentos. Deste montante, R$ 43 milhões devem ser destinados pelos seis hospitais de excelência. As unidades contempladas serão: a do Andaraí, a do Geral de Bonsucesso, a de Ipanema, a de Jacarepaguá, a da Lagoa e a dos Servidores do Estado.

Com foco na integração do SUS, o Sírio-Libanês também mantém convênio firmado com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, onde já foi possível o investimento de R$ 2,5 milhões com a reforma de cinco unidades básicas de saúde, além de R$ 1,5 milhão na implantação do Serviço de Ultrassonografia em quatro unidades carentes e R$ 4 milhões na reforma e restauro do SAE DST/AIDS Campos Elíseos, entre outros.

O hospital, que teve isenção de cerca de R$ 62 milhões em 2009, destaca os projetos do Instituto Sírio-Libanês de Responsabilidade Social, que administra equipamentos públicos de saúde nas AMAS Especialidades Santa Cecília, Jardim Peri-peri, Vila Piauí e no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus. "Nós temos dois tipos de responsabilidade social e essa é uma delas. Nesse caso não trabalhamos com verba nossa e sim com parcerias com o poder público para fazer gestão. Esse é um modelo que veio para ficar", afirma Chapchap.

Outro tipo de responsabilidade social praticado pelo Sírio-Libanês é o que está dentro do âmbito de sua atuação como hospital de excelência. "Tudo que fazemos para aplicar nossa filantropia é junto com Ministério da Saúde, que sabe das necessidades de assistência no Brasil. Não existe forma de fazer filantropia que não seja em parceria com o ministério e com foco no desenvolvimento do SUS. Nenhuma outra forma vai funcionar, senão essa", conclui.

Referência: Saúde Business – 01.04.2010

 

 

Mãe de Deus recebe recertificação com Excelência da ONA

 

O Hospital Mãe de Deus foi recertificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A unidade hospitalar gaúcha mais uma vez recebe o certificado de acreditação com excelência. O reconhecimento avalia a qualidade dos prestadores de serviços na área de saúde no país. O Mãe de Deus está entre os 43 hospitais do Brasil a obterem a certificação com excelência.

A ONA tem por objetivo promover a implementação de um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos serviços de saúde, permitindo o aprimoramento contínuo da atenção, de forma a garantir a qualidade na assistência aos cidadãos brasileiros, em todas as organizações prestadoras de serviços de saúde do País.

O Sistema de Saúde Mãe de Deus engloba uma rede de hospitais e serviços de saúde sem fins lucrativos, além de programas de saúde comunitária. O sistema reúne no Rio Grande do Sul sete hospitais, dois centros clínicos e um centro de oncologia radioterápica, aliando tecnologia a um corpo clínico altamente qualificado. O investimento contínuo em equipamentos, estrutura física e uma gestão com responsabilidade social demonstram o compromisso com a comunidade.

Referência: Hospital Mãe de Deus (Porto Alegre, RS) – 01.04.2010

 

MERCADO 

Setor público é beneficiado, diz especialista

 

O crescimento dos hospitais particulares impacta positivamente também a rede pública, de acordo com especialistas. Segundo José Manoel de Camargo Teixeira, superintendente do HC, há pessoas que, mesmo pagando planos privados de saúde, utilizam o SUS. "Na medida em que a rede privada adequa suas instalações e incorpora tecnologia para atender à exigência do mercado que se abre, os leitos públicos de hospitais como o Hospital das Clínicas se tornam praticamente exclusivos dos pacientes do SUS".

Referência: Folha de São Paulo – 05.04.2010

 

 

Tempo e Unibanco Saúde

 

A Tempo Participações obteve aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para concluir a compra da Unibanco Saúde Seguradora. A aquisição foi anunciada em 24 de setembro de 2009. A Unibanco Saúde tem 900 clientes corporativos, por meio dos quais atende 70 mil usuários.

Referência: Valor Econômico – 05.04.2010

 

 

Em defesa do Ato Médico

 

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei 7703/06, que define a área de atuação, as atividades privativas e os cargos privativos dos médicos, gerou uma reação desproporcional e descabida por parte de outros profissionais da área de saúde. Assustados com o que interpretaram como uma invasão de suas competências, esqueceram-se de que as suas respectivas atividades já possuem um respaldo legal, apesar de recentes, enquanto a atividade médica, até a data de 21/09/2009, não era regulamentada.

Fica evidente então que, embutido no discurso do temor da usurpação de suas atribuições pelos médicos, havia, aí sim, uma tentativa de esvaziamento do exercício da medicina, aquilo que Hipócrates deu estatura de ciência. Infelizmente, colaborou para que algumas profissões da área da saúde pudessem manter, no seu âmbito, algumas atribuições dos médicos, alguma displicência das entidades médicas. No entanto, não tardou muito e o trem voltou aos trilhos. Deu-se a Cesar o que era de Cesar. Em boa hora, a sociedade, através de seus representantes no Poder Legislativo, entendeu que medicina, só deve fazê-la, quem nela é versado: essa é a questão. Deu-se crédito a uma profissão milenar.

Nesse mister, é justo que se lembre, também, que o odontólogo é o único profissional de saúde que, à semelhança do médico, pode consultar, diagnosticar e tratar, porque, na verdade, a odontologia não deixa de ser a medicina aplicada a um setor do organismo humano.

Já as demais profissões estão autorizadas pelos seus currículos, apenas, a compartilhar com os médicos da prevenção, da promoção, da reabilitação e recuperação da saúde.

O ato médico, por mais óbvio que possa parecer, é uma prerrogativa do médico. Ninguém pode fazer uma cirurgia ortopédica sem ser médico. Pelo mesmo motivo, não se pode indicar uma assistência ventilatória, sem conhecer a patologia que lhe deu causa. Isso não significa, por exemplo, vedar a colaboração de outros profissionais, como o enfermeiro e o fisioterapeuta, junto ao médico intensivista, no tratamento de uma insuficiência respiratória. Quando se trata do binômio saúde/doença, todos os profissionais são importantes.

Contudo, essa constatação não coloca os diversos profissionais em pé de igualdade, pois é a complexidade na formação de cada um deles a definidora de uma maior ou menor capacidade de intervenção relativa ao paciente. Em outras palavras, quem detem um conhecimento científico mais abrangente e profundo pode mais. A validade dessa assertiva não significa demérito para ninguém e extrapola a área da saúde. Por exemplo, o escrivão de um cartório judicial é fundamental para o bom desempenho do Poder Judiciário, mas só o juiz tem a prerrogativa de distribuir justiça, pois somente ele domina a ciência jurídica. Todos são importantes, mas, tal qual o médico, no ato cirúrgico, só ele é imprescindível à jurisdição.

Definidos os papéis, não é demais esclarecer que os médicos, longe de pretenderem subordinar outros profissionais da saúde, desejam, sim, integrar uma equipe, em mútua colaboração com os últimos, objetivando garantir a saúde da nossa população. Daqui para frente, é cada profissional dentro do estrito limite de seu conhecimento. Além disso, só a atuação fora dos marcos legais (o curandeirismo, o charlatanismo e a falsidade ideológica), para a qual os conselhos éticos deverão estar atentos e de espírito fechado ao corporativismo, seja ele médico ou não.

Referência: Jornal do Brasil – 05.04.2010

 

 

Quem não tiver recursos próprios dificilmente vai permanecer no mercado

 

Verticalização no mercado de medicina suplementar é uma estratégia para se manter no mercado. È assim que o diretor administrativo e financeiro da Central Nacional Unimed, Rodolfo Pinto Machado de Araújo, justifica o aumento significativo de números de hospitais da cooperativa em território nacional.

Atualmente, a Unimed conta com 102 hospitais em funcionamento e 12 em construção, estando alguns já em fase de equipamentos. Deste montante, cerca de cinco devem ser inaugurados ainda em 2010.

Das centenas de instituições do sistema Unimed 11 estão entre os cerca de 120 hospitais acreditados no Brasil. Embora o executivo afirme ser um número relativamente pequeno, ele acredita que a cooperativa vai evoluir rapidamente para acreditação de maior número possível de hospitais.

"Esse crescimento é uma necessidade que o mercado vem mostrando para reduzir custo e aprimorar qualidade do atendimento. Acreditamos que quem não tiver recursos próprios nos próximos anos terá muita dificuldade de permanecer no mercado de medicina suplementar", avalia Araújo. E mais: "Essa verticalização é uma estratégia não só da Unimed, todas as operadoras estão tendendo a verticalizar. As medicinas de grupo também estão tomando a mesma atitude", completa o executivo ao dizer que nos últimos anos isso tem sido uma necessidade de sobrevivência.

O que está onerando na medicina suplementar, segundo Araújo, é que o discurso acadêmico e a prática do dia a dia não se completam. Para ele, os hospitais deveriam cobrar taxas e diárias que fossem reais, mas a maioria dos hospitais no Brasil não tem centro de custo, desconhecem o seu custo real, e também aqueles que conhecem os seus custos trabalham com diária e taxas em valores inferiores ao real custo e transferem o ganho para material (órtese e prótese) e medicamento, onde a margem de lucro é brutal.

"Eu estou me referindo a internação hospitalar. Vendo isso todos os players estão verticalizando porque você deixa de pagar fora e retém o ganho dentro da sua instituição hospitalar para dividir, no nosso caso, com os cooperados".

A previsão de gastos da Central Nacional Unimed para os hospitais com essas internações é de R$ 400 milhões em 2010. O ano passado o valor chegou a R$ 356,8 milhões.

A verticalização das Unimeds se estende a farmácias e laboratórios, por exemplo. Araújo explica que em algumas cidades não há necessidade num primeiro momento de se ter hospital, mas é preciso um atendimento diferenciado, ou não tem condições financeiras, então o estimulo é que se faça um hospital-dia ou um Pronto Atendimento. "O hospital-dia bem organizado pode atender 45% da demanda cirúrgica da operadora".

Hoje o sistema conta com 166 farmácias e, embora o executivo afirme que essas unidades não têm margem de lucro, é mais um beneficio agregado ao plano da Unimed.

Referência: Saúde Business – 01.04.2010

 

 

Custos médico-hospitalares superaram IPCA

 

Os custos médico-hospitalares per capita mais uma vez superaram a inflação medida pelo IPCA. De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a variação dos custos médico-hospitalares per capita das operadoras de saúde (VCMH) foi de 12,5% no período de doze meses terminados em setembro de 2009 em relação aos doze meses terminados em setembro de 2008 (o cálculo considerou as contas médicas pagas até dezembro de 2009).

A variação do índice IPCA, no mesmo período, foi de 5,4%. Essa também tem sido a experiência vivida em países estrangeiros. A despesa per capita com saúde na sociedade americana, por exemplo, tem crescido sistematicamente acima da inflação de preços a consumidor e acima dos ganhos salariais nos últimos 30 anos. O índice VCMH havia crescido expressivamente de janeiro a maio (3 p.p.) e se manteve nesse patamar elevado durante os quatro meses seguintes.

A variação de custo é composta pela variação da frequência (número de procedimentos realizados per capita nos doze meses) e pelo preço unitário médio por procedimento. O constante aumento da frequência de utilização dos procedimentos tem sido o principal impulsionador da variação das despesas médico-hospitalares. Nas consultas, por exemplo, a frequência que havia aumentado 4,1% em 2008 continuou crescendo em 4,7% no último estudo. O da frequência junto com o expressivo reajuste dos preços, (12% em 2007, 9% em 2008 e 7,1% no último estudo - todos acima da inflação) foram os pontos decisivos para o atual indicador.

O principal componente do VCMH são as internações, que representam 60% do índice. As despesas com este procedimento estão crescendo aceleradamente, chegando a 12,6% ante 9% em 2008. As internações foram responsáveis pela manutenção do alto valor do VCMH - devido as elevados aumentos na freqüência, de 2006 a 2008, e ao aumento no preço médio último período. Outro fator importante para o cálculo do VCMH é a idade da população. Na última medição, verificou-se um aumento na participação das faixas etárias de 24 a 33 anos (0,3 p.p.) e na faixa acima de 59 anos (0,7 p.p.).

O percentual de idosos nos planos individuais alcançou 22,1%, percentual que é mais do dobro do que se observa na população brasileira (10%). Essas duas faixas são críticas, pois a primeira concentra mulheres em idade fértil e a segunda, as pessoas com maior prevalência de doenças crônicas - ambas consomem mais serviços de saúde. Entende-se por Custos Médico-Hospitalares o total das despesas assistenciais pagas pelas operadoras de planos e seguros de saúde para os planos individuais.

Criado pelo IESS, o VCMH é um índice que mede a variação anual dessas despesas, através de uma média móvel de 12 meses em relação aos dozes meses imediatamente anteriores.

Referência: CNSeg – 01.04.2010

 

 

Comissão de Saúde Suplementar

 

Comissão elabora estratégia de luta por melhores honorários e condições de trabalho A Comissão de Saúde Suplementar CFM/AMB/Fenam reuniu-se ontem na sede da entidade para tratar de temas como honorários e condições de trabalho dos médicos na saúde suplementar.

"Estamos conseguindo delinear uma estratégia de ação conjunta de todas entidades médicas com participação das sociedades de especialidade no sentido de nos fortalecer para conquistar melhores honorários e melhores condições de trabalho", explicou o representante da Associação Médica Brasileira (AMB), Florisval Meinão.

Foi discutida também a relação dos médicos com a Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, e o com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O CADE tem sistematicamente entendido a defesa dos médicos por uma tabela de honorários digna como cartelização. "Temos feito um trabalho junto a essas entidades para mostrar a realidade da relação dos médicos com as empresas e mostrar que o que queremos é uma remuneração justa e critérios para reajuste anual dos nossos serviços", explica o coordenador da Comissão, Aloísio Tibiriçá Compareceram à reunião representantes das três entidades médicas nacionais - CFM, AMB e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) - que compõem a comissão, além de representante do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.

Referência: CFM – Conselho Federal de Medicina – 01.04.2010

 

 

Custos médico-hospitalares foram de 12,5%

 

De acordo com o calculo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a variação dos custos médico-hospitalares per capita das operadoras de planos de saúde foi de 12,5% no período de setembro de 2008 ao mesmo mês do ano passado - considerado acima da inflação. Já a variação do índice IPCA, no mesmo período, foi de 5,4%.

O aumento da frequência de utilização dos procedimentos é considerado o principal impulsionador da variação das despesas médico-hospitalares. O componente em destaque do VCMH é as internações, que representam 60% do índice. As despesas com este procedimento representam 12,6% ante 9% em 2008. A idade da população também tem influenciado o cálculo, segundo o IESS.

Referência: Saúde Business Web – 31.03.2010